terça-feira, 4 de novembro de 2008

Horror no Colú - Making off




Oi. Já comentei em aulas, sobre a importância da trilha sonora associada as imagens. Este Making-off para mim, pessoalmente, é um exemplo disso. Voltei 15 anos atrás, além de continuar recebendo as informações visuais. Já ouvi um mestre dizer porque gostava de trabalhar com jovens. Ele disse que se sentia jovem. Tive essa sensação, voltei ao início de minha adolescência. Lembrei também, do poema MEUS OITO ANOS de Casimiro de Abreu. Segue abaixo o poema, para vocês curtirem as percepções e sensações (abstratas) que a poesia propõe.

MEUS OITO ANOS

Oh! que saudades que tenho Da aurora da minha vida, Da minha infância querida Que os anos não trazem mais! Que amor, que sonhos, que flores, Naquelas tardes fagueiras À sombra das bananeiras, Debaixo dos laranjais! Como são belos os dias Do despontar da existência! — Respira a alma inocência Como perfumes a flor; O mar é — lago sereno, O céu — um manto azulado, O mundo — um sonho dourado, A vida — um hino d’amor! Que aurora, que sol, que vida, Que noites de melodia Naquela doce alegria, Naquele ingênuo folgar! O céu bordado d’estrelas, A terra de aromas cheia As ondas beijando a areia E a lua beijando o mar! Oh! dias da minha infância! Oh! meu céu de primavera! Que doce a vida não era Nessa risonha manhã! Em vez das mágoas de agora, Eu tinha nessas delícias De minha mãe as carícias E beijos de minhã irmã! Livre filho das montanhas, Eu ia bem satisfeito, Da camisa aberta o peito, — Pés descalços, braços nus — Correndo pelas campinas A roda das cachoeiras, Atrás das asas ligeiras Das borboletas azuis! Naqueles tempos ditosos Ia colher as pitangas, Trepava a tirar as mangas, Brincava à beira do mar; Rezava às Ave-Marias, Achava o céu sempre lindo. Adormecia sorrindo E despertava a cantar! Oh! que saudades que tenho Da aurora da minha vida, Da minha infância querida Que os anos não trazem mais! — Que amor, que sonhos, que flores, Naquelas tardes fagueiras A sombra das bananeiras Debaixo dos laranjais!

Casimiro de Abreu

Nenhum comentário:

Postar um comentário